Realidade virtual e saúde

Realidade virtual e saúde

Realidade virtual é usada para preparar pacientes pediátricos e familiares para cirurgias em hospital da Universidade de Stanford

Mais um exemplo de como as novas tecnologias estão interferindo na saúde: o Hospital Infantil Lucile Packard Stanford, da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, está usando realidade virtual para preparar crianças e seus familiares para anestesia e cirurgia. A ideia é ajudar os pacientes a se livrarem de medos, tirarem dúvidas e até colaborarem mais.

O programa de realidade virtual chamado Sevo the Dragon, por exemplo, é usado por anestesistas na sedação de crianças em idade pré-escolar. Através dos óculos de realidade virtual, os pequenos pacientes veem uma pizza a que são encorajados a assar usando seu “fôlego de dragão”, o que os leva a respirar profundamente, inalando a anestesia.

O anestesista pediátrico Dr. Sam Rodriguez enfatizou em entrevista ao blog Scope que, mesmo com o uso desses programas auxiliares, os profissionais do hospital Packard priorizam a interação direta com os pacientes, ou seja, não apenas entregam os óculos de realidade virtual a eles e começam a trabalhar. “Nós pedimos para que os pacientes nos digam o que estão vendo para que possamos avaliar seu estado. Mas as habilidades interpessoais dos nossos especialistas em vida infantil, do médico ou da enfermeira são muito importantes na avaliação.”

Realidade virtual e saúde na cirurgia

Segundo explicou um artigo da revista Stanford Medicine, outro desses programas apresenta a simulação virtual de uma cirurgia: “Com os óculos de realidade virtual, os pacientes podem ver a entrada do hospital. Virando a cabeça, podem ver o que está atrás deles. Avançando para os estágios pré e pós-operatório, podem visualizar cada sala completa, com os equipamentos e a equipe de cuidados. Também veem os médicos, ao lado, que explicam o que acontecerá em cada estágio.

Entretanto, em dois pontos dessa experiência, a realidade virtual muda do hospital para uma cena tranquila e animada. Uma dessas cenas é noturna, a imagem de um vale cercado de montanhas, sob um céu cheio de estrelas. Movimentando levemente a cabeça, o paciente consegue mover pontos de luz ao redor da cena. Se coloca o ponto de luz no chão, ele cresce e se torna uma nova árvore. O paciente pode passar o tempo que quiser na cena, construindo uma floresta, mudando a cor do céu e meditando na paisagem serena”.

Com informações do blog Scope da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, Estados Unidos.

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