Anestesia e tabagismo: por que é preciso parar de fumar?

Anestesia e tabagismo: por que é preciso parar de fumar?

Além da grande possibilidade de desenvolver várias doenças graves e crônicas, o tabagismo é um hábito que pode complicar muito a administração da anestesia em cirurgias e procedimentos médicos. Complicações graves podem ocorrer, como ataque cardíaco, pneumonia e infecções.

Saiba o porquê:

  1. Em quem fuma, o coração e pulmões não funcionam como deveriam, o que pode causar complicações respiratórias e pulmonares durante ou após a cirurgia.
  2. Após a cirurgia, a possibilidade de o paciente ter que usar ventilação mecânica, ou seja, um respirador artificial, é maior para fumantes.
  3. Antes da cirurgia pode ser o momento perfeito para largar o vício para sempre. Parar de fumar é importante em qualquer momento da vida, principalmente o mais cedo possível antes de uma cirurgia. Parar ao menos uma semana antes do procedimento é aceitável, mas mesmo na véspera da cirurgia já pode ajudar.
  4. Pesquisas demonstram que o corpo começa um processo de cura poucas horas depois de a pessoa deixar de fumar. Começam a funcionar melhor os pulmões e a circulação sanguínea, que é importante para uma cirurgia com segurança e recuperação rápida.
  5. Médicos anestesistas são especialistas em coração e pulmão durante uma cirurgia. Nesses momentos, eles conseguem ver como é alto o preço que o corpo humano paga pelo fumo. É por isso que incentivamos qualquer fumante a parar com o vício definitivamente.

Em Curitiba, mais da metade das pessoas que procuram unidades de saúde com o objetivo de parar de fumar consegue abandonar o vício. Segundo o Programa de Controle do Tabagismo do SUS Curitiba, todas as unidades básicas da cidade têm profissionais preparados para dar orientações e direcionar para as unidades próximas que estejam com grupos abertos.

Parar de fumar melhora a saúde geral e pode:

  • Adicionar pelo menos seis a oito anos de vida.
  • Reduzir o risco de câncer e outros tipos de doenças do pulmão e respiratórias, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, falência renal, bloqueio dos vasos sanguíneos intestinais, infecções e hipertensão.
  • Proporcionar uma economia de até R$ 3 mil por ano para quem consome um maço por dia. Sem contar o dinheiro gasto com tratamentos de doenças originadas pelo fumo.
  • Reduzir a exposição dos entes queridos à fumaça de segunda mão. Filhos de fumantes têm mais chances de desenvolver doenças cardíacas na idade adulta.

 

Com informações do Ministério da Saúde, SUS Curitiba, Sociedade Norte-Americana de Câncer e Sociedade Norte-Americana de Anestesiologistas.

 

 

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.