Pacientes considerados saudáveis também devem inspirar cuidados e atenção

Pacientes considerados saudáveis também devem inspirar cuidados e atenção

Um estudo conduzido nos Estados Unidos há alguns anos antecipou um aumento no risco de mortalidade cirúrgica em pessoas classificadas como ASA I e II, e apontou preditores clínicos que podem ser usados no pré-operatório para diminuir esse risco.

Uma pesquisa conduzida na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em 2014, isolou 12 variáveis clínicas que, segundo os pesquisadores, devem ser observadas por anestesiologistas e cirurgiões durante a tomada de decisões pré-operatórias de pacientes considerados saudáveis, ou seja, classificados como ASA I e ASA II. 

Segundo Diana J. Hylton, médica residente em Anestesiologia que participou do estudo, pacientes relativamente saudáveis não costumam ser alvo de pesquisas de taxa de mortalidade pré-operatório, porém, não estão livres de sérios riscos. Ela afirma que os dados colhidos na pesquisa podem mudar a maneira como os médicos veem seus “pacientes saudáveis” e ajudar a diminuir esses riscos.

“Sempre pensamos em pacientes ASA I e ASA II como saudáveis e que vão ficar bem ao ir para a cirurgia, mas me parece útil saber que eles – particularmente aqueles com certos fatores de risco – têm taxas de mortalidade bastante altas”, disse a Dra. Diana J. Hylton.

A pesquisa: Aproximadamente 11% dos pacientes que fazem parte da taxa de mortalidade observada pela pesquisa foram submetidos a cirurgia de emergência e cerca de 80% a cirurgia geral. A grande maioria recebeu anestesia geral. No que diz respeito a achados anormais em exames laboratoriais, aproximadamente 12% apresentavam uma contagem de leucócitos elevada ou muito baixa. Em relação a comorbidades, surpreendentemente 95% não eram diabéticos. Cerca de 18% eram fumantes, 25% tinham hipotensão e 0,11% dos pacientes morreram em 30 dias após a cirurgia. A Dra. Hylton declarou achar surpreendente também que a cirurgia torácica teve uma taxa de mortalidade de 30 dias de aproximadamente 0,55%. Com a cirurgia geral, a taxa de mortalidade foi de cerca de 0,3%, e, para a cirurgia plástica, de 0,03%.

Foram analisados 1.543.617 pacientes do National Surgical Quality Improvement Program (NSQIP) classificados como ASA I e II entre 2006 e 2013. Com uma metodologia estatística chamada análise de regressão, foram determinadas as tendências das taxas de mortalidade durante o período. Pacientes que haviam sido erradamente classificados como ASA I e II foram removidos

Com informações de:
Anesthesiology News
https://www.anesthesiologynews.com/

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