EEG auxilia monitoramento anestésico

EEG auxilia monitoramento anestésico

Em anestesia geral, leituras do nível de inconsciência com eletroencefalograma podem ajudar a administrar menos fármacos, resultando em mais segurança para o paciente

Monitorar os pacientes por eletroencefalograma (EEG) durante a anestesia geral traz mais segurança para os pacientes, propõe Emery N. Brown, anestesista no Hospital Geral de Massachusetts e neurocientista do Picower Institute for Learning and Memory do Massachusetts Institute of Technology. Ele desenvolveu métodos estatísticos para analisar medições de EEG que os anestesistas podem usar para monitorar o nível de inconsciência sob anestesia geral. Segundo ele, os fármacos usados na anestesia geral funcionam produzindo oscilações facilmente visíveis no EEG e que mudam com a dose e a classe do fármaco usado e a idade do paciente. O achado foi apresentado no encontro anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS – American Association for the Advancement of Science), no mês passado. 

Nas cirurgias em que trabalha, Brown usa a leitura do EEG em tempo real para manter o paciente adequadamente sedado, administrando doses menores de anestésicos e diminuindo, assim, efeitos colaterais da anestesia. Em um caso recente, cirurgia de um paciente de 81 anos com câncer, ele administrou, com sucesso, cerca de um terço da dose supostamente necessária. 

Monitoramento com EEG em cirurgias de idosos 

Em idosos, as doses de anestésico recomendadas já são menores, mas, segundo Brown, com monitoramento por EEG, podem ser ainda menores, o que vem ao encontro das necessidades desses pacientes que são mais suscetíveis a delírio e à disfunção cognitiva pós-operatória. 

“Deveríamos usar a neurociência e seus paradigmas para buscar entender o que acontece no cérebro sob anestesia geral”, ele disse ao site do Picower Institute. “É um processo neurofisiológico que afeta o cérebro e o sistema nervoso central, portanto, por que não aplicar o que é desenvolvido no campo da neurociência aos estudos do cérebro sob anestesia?” 

Brown quer que seus achados fiquem disponíveis a todos e, além de vir trabalhando para promovê-los nas sociedades profissionais, desenvolveu materiais de treinamento gratuitos que podem ser acessados em http://www.anesthesiaeeg.com.

​Com informações de The Picower Institute News.

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