15% das complicações cirúrgicas podem ser reduzidas com avaliação pré-anestésica

15% das complicações cirúrgicas podem ser reduzidas com avaliação pré-anestésica

Risco de morte ou sequela grave por complicações anestésicas pode ser eliminado

Estudo publicado pela Revista Brasileira de Cirurgia Plástica e realizado no Hospital Sarah Brasília, em Brasília (DF), demonstrou como a avaliação pré-anestésica (APA) contribui para a redução de mortes e sequelas em pacientes que se submetem a cirurgias. Diz o estudo: “O baixo índice de complicações relacionadas à anestesia em todos os procedimentos cirúrgicos realizados no Hospital Sarah (2,74%) é baixo se comparado aos estudos que demonstram taxas de até 18%”. Ou seja, a APA proporcionou uma redução de 15% das complicações. 

Outro dado importante se refere à não ocorrência de óbito ou sequela grave decorrentes dessas complicações, quando algumas pesquisas apontam taxas de óbito entre 0,13% e 1,5%, considerando-se que a probabilidade atual de morte durante a anestesia, e em decorrência dela, está estimada entre 1 para 250.000 e 1 para 300.00012,13. Isto é, eliminação do risco de morte e sequela grave. 

Plásticas reparadoras: O estudo demonstrou ainda que apenas 8% dos pacientes submetidos a cirurgias plásticas reparadoras – tipo de cirurgia focada pela pesquisa – apresentaram complicações anestésicas, principalmente cardiovasculares – hipo e hipertensão -, e todos tiveram desfecho favorável. 

A APA, embora tenha custos efetivos e necessite mudanças de condutas, é lei do Conselho Federal de Medicina desde 2006 e deve ser estabelecida no contexto da segurança do paciente a ser submetido à anestesia. A pesquisa aponta que estudos recentes demonstram que a avaliação anestésica realizada com antecedência, em comparação àquelas realizadas no pré-operatório imediato, traz mais benefícios, pois o paciente necessita de anamnese, exame físico e exames complementares, quando pertinentes. 

Embora seja geralmente muito segura, a cirurgia plástica eletiva apresenta taxa de mortalidade de cerca de 1 em 50.000, com 2/3 destas mortes relacionadas a complicações respiratórias decorrentes de trombose venosa e embolia pulmonar, havendo necessidade do uso de anticoagulação em aumentando o risco de complicações hemorrágicas. 

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